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domingo, 13 de setembro de 2015

Ciclo da Vida


Já falamos anteriormente sobre o ciclo da vida – nascer, crescer, morrer. Como disse o Pof. Leandro Karnal (assistam suas palestras no youtube), temer a morte é como intimidar-se com o pôr-do-sol. A vida caminha para a morte, assim como o dia caminha para a noite. Tudo que começa, acaba, tudo é transitório... Nem as histórias mitológicas pregam felicidade a um ser que não teve o merecimento da morte física.

Então porque sofremos diante da morte ou de sua proximidade, se ela é a esperada realidade da vida? A maior causa do sofrimento é entender os fatos da vida como eles realmente são e nos deixar conduzir pelas possibilidades que temos. Trazendo uma outra referência, “a ignorância é a maior causa de sofrimento que impomos a nós e a outros.” Ignorância no sentido de não conhecer, de não saber.

Se é assim, o método mais eficaz de combater o sofrimento, ou a ignorância, é aumentar o conhecimento sobre nós e sobre o assunto que nos impossibilita acessar a alegria, ou o não-sofrimento. “O sofrimento não é da alma... é do ego”. O Ego é aquele que fala quando dizemos eu, meu, sou. Quando nos referimos a nossa pessoa. Ele é o executor do que pensamos. E ele, cá para nós, é um trapaceiro, porque se tem o poder de ser o executor do nosso pensamento, ele executa também as mentiras que pensamos sobre nós mesmos, ou que nos fazem acreditar sobre nós. Não por maldade, mas por máscaras ou roupagens que colocamos como proteção a nós mesmos, ao nosso sistema de defesa interna. Precisamos destas defesas porque não conhecemos os recursos que temos para agir. Estamos, então, reféns de nossa ignorância. Apegados a uma caixa preta de pensamentos passados. E aí vivemos a dor e o sofrimento. Mas, se conseguirmos olhar para dentro, dialogar com o sofrimento que vivem em nós, poderemos entender porque ele está ali. Do que ele quer nos proteger, de qual emoção não queremos fazer contato e porquê. A que crença estamos apegados.

É uma tarefa delicada, essa, de buscar a verdade dentro de nós. A de mostrar ao Ego, que não somos nosso sofrimento. Que somos maior do que ele. Que não há limite para o que podemos ser. Que a dor também é transitória e vai passar. Que não precisamos de alimentá-lo, reagindo ao outro com raiva, com ansiedade, com tristeza, com depressão, perpetuando ilusões. Olhe para o sofrimento com gratidão, escute-o. Pergunte-se a que conceito particular você está apegado. Entenda que esse pensamento está protegido pelo sofrimento, não é a realidade. É uma ilusão. Aproxime-se do medo, da tristeza, da raiva e entenda do que ela quer te falar. Procure a verdade de sua emoção. Ela sim, ampliará a sua janela de conhecimento, te fará mais forte, mais responsável por si, aumentará sua capacidade de ver as possibilidades que a vida traz para o presente.

Buscar o autoconhecimento é como andar de bicicleta... nossa direção vai para onde nosso olhar nos levar. Se direcionarmos nosso olhar para viver uma situação difícil, o Ego, o executor, nos trará conflitos e cansaços. Se preferirmos olhar para mesma situação com amorosidade, aceitação e atenção, também o Ego nos trará sabedoria para não nos intimidar frente as dificuldades. Nós não nos abandonaremos para seguir o sofrimento. Estaremos juntos de nossa força interior. “Ei, dor, eu não te escuto mais. Você, não me leva a nada. E se quiser saber para onde vou, para onde houver sol, é para lá que vou “(Jota Quest). Busque a luz do conhecimento, da sabedoria interior. Deixe nascer a força e a confiança em si. Abra-se para a própria cura. Ponha o sol em seu coração... É ali que você deve estar!

Referência: O livro das emoções

Ana Cristina Curi
Psicóloga.

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